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A segunda onda. Como o COVID19 pode impactar a economia chinesa de novo.

O COVID-19 deixou sua marca na economia chinesa. Agora o contágio a nível global ameaça um segundo impacto. O enorme mercado interno é um aliado nesse momento, mas será ele capaz de compensar a falta de demanda vinda exterior?



As indústrias chinesas estão abrindo suas portas novamente só que agora estão se deparando com o seguinte cenário: operações no mundo todo são interrompidas para tentar mitigar a pandemia global. Sem nenhum novo caso de transmissão doméstica o cenário chinês é de aparente alívio. O país que luta desde meados de Dezembro de 2019 contra o coronavírus está “back in business”.


As principais manchetes nos apresentam a seguinte informação: pelo menos 70% dos negócios chineses voltaram a operar. Porém, o surto que começou na província de Hubei mais especificamente na cidade de Wuhan se tornou uma pandemia global. A ameaça de uma recessão em todo o mundo nunca foi tão clara.


Mesmo a demanda interna sendo a maior aliada da economia chinesa, demanda essa que protagonizou como principal motor de crescimento do PIB chinês em 2019, a verdade é que o mundo fechando fragiliza a retomada econômica. Os grandes parceiros da China principalmente Estados Unidos e União Europeia estão focando suas atenções e esforços para combater a guerra em seus próprios territórios. Ou seja, hoje esse parceiros estão fechando suas portas. E tudo isso ocorre quando a China mais precisa da demanda externa.

Com o cenário se desenvolvendo para um ano de 2020 conturbado, a semana foi de cortes de expectativas de crescimento para o PIB do gigante asiático, segundo a CNBC (https://www.cnbc.com/2020/03/20/coronavirus-hits-chinas-economy-twice-as-financial-contagion-spreads-across-the-globe.html). Para a normalização da situação, seriam necessárias doses perigosas de estímulos por parte do governo central de Beijing para atingimento das projeções inicialmente estipuladas. As esperanças repousam na retomada da normalidade em 2021. O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera que a economia chinesa lidere o cenário global de crescimento, para que isso se concretize é essencial que a China retome suas atividades.


Existe ainda uma terceira ameaça, todavia ela não está muito clara mas não pode ser ignorada. Ela é: a mudança de dinâmica da cadeia global, hoje extremamente dependente da China, para um modelo mais descentralizado. Tudo que vivemos nas últimas semanas, nos deu a clareza de que depender de apenas um fornecedor deixa nossas operações vulneráveis.


A China vêm estimulando a entrada de empresas estrangeiras em seu mercado. No início do ano entrou em vigor a Lei de Investimento Estrangeiro, que tramitava desde 2015 no parlamento. Iniciativas como essas passam uma mensagem clara de abertura econômica por parte do governo. Isso se traduz em oportunidades para os empreendedores, principalmente os brasileiros que dependem muitas vezes de vários fornecedores chineses.


Essa mudança de dinâmica, se de fato acontecer, pode ser uma excelente oportunidade. A China percebendo que os fabricantes já estabelecidos estão saindo de seu território pode elaborar um pacote de medidas de estímulo além dos recentemente anunciados.


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