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MOEDAS LOCAIS GANHAM ESPAÇO NO COMÉRCIO BRASIL - CHINA.

Atualizado: 9 de nov.



A estatal brasileira de promoção de exportações e investimentos, ApexBrasil, anunciou o início do estabelecimento do comércio bilateral entre China e Brasil em moedas locais, diretamente entre o Yuan chinês (CNY) e o Real brasileiro (BRL), excluindo o dólar norte-americano como moeda para o método de pagamento.

Durante o Seminário Econômico Brasil China, realizado em Pequim, em março foram assinados dois acordos iniciais para implementação do mecanismo. O primeiro acordo estabelece que o banco brasileiro BBM, com sede na cidade de Salvador e sob o controle do Bank of Communications (BOCOM), entre no Sistema de Pagamentos Interbancários da China (CIPS), uma alternativa ao sistema de pagamentos ‘Swift’ dos EUA.

A participação do Banco BOCOM BBM como membro pleno do CIPS contribui para promover o maior uso do CNY em transações comerciais e financeiras entre os dois países, considerando a crescente importância da China como destino das exportações brasileiras e a expansão dos empreendimentos e fluxos de investimentos chineses no país.

O segundo acordo assinado inclui a criação de uma Clearing House, banco que permite negócios e empréstimos sem a presença do dólar norte-americano.

O Brasil e a China completaram a primeira operação comercial realizada somente com moedas locais dos países — yuan e real em agosto último. O Bank of China (BOC) disse em comunicado que ajudou a Eldorado Brasil, uma empresa brasileira de celulose, a processar o desconto de carta de crédito baseada em CNY, e converter em moeda brasileira BRL depositados na conta da empresa.

A China compra 40% da celulose da Eldorado Brasil. Em 25 de agosto a empresa enviou uma carga composto por 43 containers, que partiu do porto de Santos com destino ao porto de Qingdao.

Esta bem-sucedida transação tem levado o BOC a ajudar empresas brasileiras a abrir contas de liquidação offshore em CNY, aceitar pagamentos de importadores chineses através de CNY e importar equipamentos de máquinas da China usando o CNY. A empresa Suzano Celulose, bem como a Petrobrás, estão migrando para negociar em moeda local com a China.

Muitos países latino-americanos, como Argentina e Bolívia, aderiram à iniciativa de negociar o CNY nas transações com a China.

A utilização de moedas locais nas transações comerciais pode trazer uma série de vantagens para as empresas envolvidas, como:

  • Redução de custos de transação: ao evitar o uso do dólar, as empresas podem economizar nos custos de conversão de moeda e de transferência de fundos.

  • Maior eficiência: as transações em moedas locais são mais eficientes, pois não dependem de terceiros para a conversão de moeda.

  • Menor volatilidade: as moedas locais são menos voláteis do que o dólar, o que pode reduzir o risco de perdas financeiras.

  • Maior transparência: as empresas têm mais controle sobre as taxas de câmbio. Ao utilizar moedas locais, as empresas não precisam depender das taxas de câmbio de mercado. Elas podem negociar diretamente com seus parceiros comerciais para obter as melhores taxas.

Além das vantagens na negociação em moedas locais, alguns benefícios adicionais são possíveis como o fortalecimento das relações comerciais e econômicas entre os dois países e o aumento da competitividade das empresas brasileiras no mercado chinês ao negociar em moeda local.

Ainda é cedo para dizer se a negociação em moedas locais se tornará comum entre Brasil e China. No entanto, as vantagens citadas sugerem que esse é um movimento positivo que pode beneficiar ambas as economias.


 

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