RIO GRANDE DO NORTE: UM NOVO POLO EĆLICO BRASILEIRO
- Lantau
- 27 de jan. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 13 de fev. de 2025
A State Power Investment Corporation (SPIC) da China construirÔ um novo parque eólico de 105,4 MW no norte do Brasil.
A subsidiĆ”ria SPIC Brasil confirmou que investirĆ” R$ 755 milhƵes na construção de parque eólico no Rio Grande do Norte. Os complexos ParaĆso Farol e Pedra de Amolar estarĆ£o localizados no municĆpio de Touros, a cerca de 85km da capital, Natal. SerĆ£o 17 aerogeradores no total, com capacidade instalada de 105,4 MW, o suficiente para abastecer 280 mil residĆŖncias por ano. O parque ParaĆso Farol receberĆ” sete aerogeradores, com capacidade instalada de 43,4 MW. JĆ” Pedra de Amolar vai contar com dez aerogeradores e capacidade instalada de 62 MW.
A construção estĆ” programada para comeƧar no inĆcio de 2025 e pode estar operacional atĆ© o final de 2026. Faltam ainda as licenƧas ambientais para as linhas de transmissĆ£o que vĆ£o escoar a energia e resolver questƵes fundiĆ”rias, jĆ” que a rede deve passar por 115 propriedades.
A SPIC Brasil fechou contrato de financiamento de R$ 282,2 milhƵes junto ao Banco do Nordeste (BNB). O aporte serĆ” destinado para a instalação dos parques eólicos Pedra de Amolar I, Pedra de Amolar II e o ParaĆso Farol II. A SPIC disse que planeja investir R$ 4 bilhƵes na regiĆ£o Nordeste, sendo R$ 2 bilhƵes no Rio Grande do Norte.
A empresa fez uma parceria com a fabricante de turbinas Goldwind, que vai fornecer os aerogeradores a serem implantados nos novos parques. A fabricante dos equipamentos ficarÔ responsÔvel pela instalação e manutenção integral, por 30 anos, dos 17 aerogeradores (cada um com 6,2 MW de potência e um diâmetro de rotor de 182m), a partir da entrada em operação dos parques.
A montagem das turbinas para os parques eólicos da SPIC serĆ” a primeira entrega da fĆ”brica da Goldwind instalada em CamaƧari, na regiĆ£o metropolitana de Salvador, na Bahia. āOs complexos eólicos no RN serĆ£o os primeiros instalados 100% pela SPIC no Brasil e ampliam nosso parque gerador de alta vocação renovĆ”vel. Para instalarmos esse projeto com excelĆŖncia, buscamos um parceiro com a mesma expertise da SPIC globalā, afirmou a CEO da SPIC Brasil, Adriana Waltrick, se referindo a parceria com a Goldwind.
Impactos Positivos:
Geração de Empregos: A construção e operação dos parques eólicos irão gerar empregos diretos e indiretos, contribuindo para o desenvolvimento econÓmico da região.
Atração de Investimentos: O projeto pode atrair novos investimentos para o setor eólico no Brasil, fortalecendo a cadeia produtiva.
Redução de Emissões: A energia eólica é uma fonte de energia limpa e renovÔvel, contribuindo para a redução das emissões de gases do efeito estufa e para a mitigação das mudanças climÔticas.
Desenvolvimento Regional:Ā O projeto irĆ” impulsionar o desenvolvimento econĆ“mico e social da regiĆ£o de Touros, gerando benefĆcios para a comunidade local.
Oportunidades:
Cadeia Produtiva:Ā A instalação da fĆ”brica da GoldwindĀ no Brasil pode impulsionar o desenvolvimento da cadeia produtiva de equipamentos eólicos no paĆs.
Pesquisa e Desenvolvimento: A parceria entre a SPIC e a Goldwind pode fomentar a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias para o setor eólico.
Mercado Livre: A energia gerada pelos parques serÔ comercializada no mercado livre, oferecendo novas oportunidades de negócios para as empresas.
O projeto da SPIC no Rio Grande do Norte representa um passo importante para o desenvolvimento da matriz energética brasileira e para a consolidação do Brasil como um dos principais players globais no setor eólico. A combinação de investimentos, tecnologia de ponta e localização estratégica torna esse projeto um case de sucesso a ser seguido.
ReferĆŖncias:







