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Made in China 2025

Lantau
18 de abr. de 2024
3 min de leitura

Atualizado: 10 de mai. de 2024


Aqui no blog da Lantau, assim como em tantos outros veículos de comunicação com foco na China, é constantemente falado sobre os esforços de modernização da economia e do complexo industrial chineses. Manter a competitividade em um ambiente global geopolítico cada vez mais agressivo e incerto, está no centro da estratégia chinesa para o futuro e manutenção do desenvolvimento socioeconômico do país.

A obtenção do chamado desenvolvimento sustentável e de alta qualidade, passa pelo avanço das tecnologias chinesas nas indústrias mais estratégicas e um afastamento do que ficou conhecido no mundo todo como os produtos made in China. Esse termo ainda é associado com produtos baratos e de baixa qualidade, embora essa não seja mais a realidade do parque industrial chinês.

Para os que vivem na China, a diversidade dos produtos disponíveis internamente no país é infindável. Qualquer busca no Taobao 淘宝 (aplicativo original do Grupo Alibaba) por qualquer produto, vai trazer resultados com preços que variam de dezenas até milhares de yuanes. Da mais básica até a mais alta qualidade e, embora a ascensão econômica chinesa esteja muito ligada com a capacidade da produção em larga escala a baixos custos, o futuro do país vai se apoiar muito mais em qualidade do que em quantidade.

Pensando nisso, foi lançado, em 2015, o programa Made In China 2025 pelo Ministério da Indústria, Inovação e Tecnologia (MIIT), após quase três anos de elaboração e participação de mais de 150 especialistas de diversas áreas.

Com a proximidade de 2025, trazemos no artigo desta semana um panorama sobre do que trata esse programa e seus objetivos.


Objetivo


Made In China 2025 tem um objetivo muito simples: evitar pressão dos novos produtores de baixo custo que estão surgindo em países emergentes, como Bangladesh, Vietnã e Filipinas, e competir e cooperar de forma eficiente com as economias avançadas.

A iniciativa também tem um objetivo de relações públicas, visando mudar a percepção dos produtos chineses como sendo baratos e de baixa qualidade, para uma noção que reflita mais as características reais do complexo industrial chinês atual.


Origem


Muito se fala das origens e inspirações que levaram o governo chinês a criar essa iniciativa, e um dos paralelos traçados com mais frequência é com o programa alemão Industry 4.0. No contexto alemão, essa iniciativa tinha como objetivo conectar pequenas e médias empresas às redes de produção globais através da Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês), aumentando sua eficiência, escala e flexibilidade.

Por conta do já adquirido dinamismo do parque industrial chinês, integração não é uma deficiência que a China precise sanar, mas a semelhança em termos de uma estratégia macro para modernização das indústrias mais avançadas no âmbito nacional é inegável.


Diretrizes gerais e setores prioritários


O programa do governo definiu as seguintes frentes como bases dessa iniciativa: foco em inovação, tecnologias verdes, qualidade antes de quantidade, otimização estrutural da indústria chinesa e fomento ao talento humano.

Esses devem ser os pilares para formulação de incentivos nas indústrias centrais do futuro: novas tecnologias avançadas, ferramentas mecânicas automatizadas, tecnologia aeronáutica e aeroespacial, tecnologia marítima, ferrovias modernas, veículos de novas energias (EVs), equipamentos de geração de energia, tecnologias para agricultura, novos materiais e biofarma.


Conclusão


Estabelecendo objetivos como aumentar o uso de componentes e matérias primas domésticas nas linhas de produção para 70% até 2025, e a criação de 40 novos centros de inovação, o programa Made In China 2025 é um importante projeto e que representa de forma clara a visão do governo chinês para o futuro da economia do país: maior autossuficiência, foco em inovação e qualidade antes de quantidade.


1 comentário


nolafo.wle156+abc123
27 de ago.

ty le keo mình cũng thấy người ta nhắc suốt nên tò mò vào thử cho biết thôi. Không có đọc kỹ nội dung hay bấm linh tinh gì nhiều, chủ yếu xem giao diện họ làm ra sao. Vừa vào là thấy bố cục chia thành từng khối khá rõ ràng, kéo xuống không bị cảm giác “dính” hết mọi thứ vào nhau. Mình thích nhất là mấy chỗ hiển thị thông tin theo kiểu bảng cột, nhìn lướt cái là hiểu ngay chứ không bị rối mắt. Thanh menu thì đặt ngay chỗ dễ thấy, chuyển qua lại giữa các mục cũng nhanh, không phải mò. Nói chung nhìn gọn gàng, nhất là cách họ tách các khung…

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