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Perfil China - Heilongjiang 黑龙江

Atualizado: 5 de jul.


A série Perfil China volta ao nordeste chinês para falar da última das três províncias da região: depois de Jilin 吉林 e Liaoning 辽宁, agora estamos em Heilongjiang 黑龙江.

A província mais ao norte da China recebe o seu nome do Rio Amur, cujo nome em chinês é justamente Heilongjiang, onde ‘jiang’ significa rio. Habitada por diversos povos durante milênios, Heilongjiang, assim como toda a região, foi palco de diversos reinos, impérios e outros estados com destaque para a Dinastia Jin 晋朝 (1115-1234), que originou-se na província.

Heilongjiang como unidade administrativa foi criada apenas em 1683 pelos manchus 满族 da Dinastia Qing 清朝 (1636-1912), a última dinastia chinesa. Na época, final do século XVII, a migração de chineses Han 汉族 para a região era proibida devido às restrições impostas pelo governo manchu. 

Fonte: Wikipedia.

O território de Heilongjiang também apresentava dimensões maiores do que as atuais, incorporando parte do atual território da Rússia, ao norte do Rio Amur. Essa faixa de terra foi cedida ao Império Russo (1721-1917) entre 1858 e 1860, cortando o acesso de Heilongjiang ao Mar do Japão e estabelecendo as fronteiras sino-russas que vigoram até hoje.

A província caiu para os japoneses em 1932, junto com o restante do nordeste chinês, antes do início da Segunda Guerra Mundial (1937-1945), sendo somente reconquistada após o término do conflito e com ajuda do exército soviético. Pela proximidade ideológica e política da União Soviética com o Partido Comunista da China (PCCh), o Exército Vermelho devolveu Heilongjiang aos comunistas e não aos nacionalistas do Kuomintang 国民党, tornando a província a primeira divisão administrativa da China a ser controlada totalmente pelo PCCh e seu líder, Mao Zedong 毛泽东.

Fonte: Wikipedia.

Economia


Com $7.700,00 USD de PIB per capita em 2022, Heilongjiang aparece na penúltima colocação dentre as unidades administrativas da China no indicador. Embora apresente altas taxas de crescimento, seu PIB ficou em $236 milhões de dólares no mesmo ano, bem aquém de Liaoning, por exemplo, que segue sendo a líder da região.

Falando sobre a importância de cada setor, a indústria primária (agronegócio), secundária (indústria) e terciária (serviços), apresentam fatias de 22%, 29% e 48% do PIB respectivamente.

Juntamente com o que já foi discutido nos artigos sobre Jilin e Liaoning, Heilongjiang teve grande parte da sua base industrial construída pelos japoneses durante a ocupação, gerando um processo de industrialização precoce quando comparado com outras partes do país. Entretanto, após a fundação da República Popular da China, essas indústrias passaram para mãos estatais e foram perdendo competitividade de forma gradual. Na década de 90, já sob as diretrizes das reformas de Deng Xiaoping 邓小平, uma onda de privatizações ocorreu na região, causando o fechamento de indústrias não competitivas, estagnando ainda mais a economia local.

Esse conjunto de fatores foi o ponto de partida para o lançamento da iniciativa para revitalização do nordeste chinês, política já debatida anteriormente aqui no blog da Lantau.

No caso de Heilongjiang, as indústrias foco das políticas de incentivo do governo são: manufatura de equipamentos, petroquímicos, processamento de alimentos, energia, indústria farmacêutica e silvicultura.

Fonte: Wikipedia.

Vale ressaltar que Heilongjiang é um centro da produção agrícola da China, apesar do clima seco e frio, possui os maiores números na produção de arroz, soja e milho. No campo dos minérios, a província conta com amplas reservas de carvão, ouro e grafite.

Sua história culturalmente rica e complexa, tornou Heilongjiang, juntamente com o restante da Manchúria, uma região com amplos desafios a serem vencidos, mas com as políticas certas sendo implementadas, uma base industrial forte e amplas reservas de recursos naturais, certamente muitas oportunidades surgirão para os que souberem aproveitar.





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